Há perguntas que é melhor continuarem trancadas no passado.
Há palavras que não ficam amarelecidas pelo tempo e continuam a doer.
Há coisas que não se dizem, nunca.
Especialmente quando não perguntamos.
No plano teórico dava um belo tratado, mas ao olharmos de perto, ao estarmos sentados por entre e diante espelhos partidos a única coisa bonita é pensarmos que (ainda) não estamos loucos.
Às vezes sentimo-nos más pessoas. Não é o caso.
Às vezes o que dói não é a ausência, é o argumento alucinado para justificar uma presença que não pedimos.
E às vezes dói apenas porque somos humanos.